Mulher Mundo Afora
Mulheres no Brasil

As favelas brasileiras arrodeam a maioria das grandes cidades e nelas habitam mais de um terço da população urbana do país. Essa forma tágica de habitação oferece uma certa medida de independência para sa mulheres, que geralmentes são donas dos barracos e chefiam a família, mas na maioria das vezes ficam solteiras porque o stress da pobreza e o desemprego masculino fazem com que seja difícil manter um relacionamento. As mulheres, geralmente, também lideram ovimentos sociais de base, e em algumas favelas conseguiram obter água encanada, eletricidade e postos de saúde.

A desigualdadde na distribuição de renda no Brasil é extrema: mais de 40% da população vive na pobreza,

enquanto dez por cento das pessoas possuem quase a metade da riqueza. As mulheres são divididas por classe (como todo o povo brasileiro): Muitas mulheres da classe alta "marcharam" de panelas nas mãos para apoiar a ditadura que terminou em 1985, enquanto muitas mulheres pobres trabalaram em grupos de oposição lutando pela democracia.

O novo governo civil reescreveu a constituição e mudou as leis que deram aos homens status legal como chefes de família. A representação das mulheres no governo federal aumentou de um para sete por cento. Matrículas de mulheres nas escolas ginasiais igualam as de homens em número, e mais de 40% dos professores universitários são mulheres.

O Brasil é o maior país católico do mundo, mas a falta de padres faz com que as mulheres tomem um papel importante na organização e liderança de grupos comunitários sediados pela igreja. E apesar da posição católica contra o controle da natalidade, as mulheres brasileiras têm muito menos filhos que costumavam ter: O número de nascimentos caiu 40 percento desde 1970.

Mas violência doméstica é um problema: mais da metade das mulheres assassinadas são mortas por ex ou atuais parceiros. A justiça brasileira tem tradicionalmente relutado em processar esse tipo de crime, mas grupos de mulheres têm se organizado contra essa posição da justiça, e nos anos 80 conseguiram persuadir o governo a estabelecer dezenas de postos policiais inteiramente dirigidos por mulheres. Agora mais de 125 cidades têm postos policiais especializados para lidar com crimes contra as mulheres.

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