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O Homem Que Matou Getúlio Vargas

(Jô Soares)

Depois do sucesso de seu "O Xangô de Baker Street", Jô Soares resolveu seguir a mesma receita que funcionou na primeira vez e repetiu em sua segunda publicação da Companhia das Letras, "O Homem Que Matou Getúlio Vargas", A interessante tática de mesclar fatos da história com sua ficção bem humorada. Dessa vez, porém, com pouco sucesso.

A estória de um azarado "terrorista" sérvio, treinado para matar políticos tiranos mundo afora, com métodos sofisticados, se torna muito previsível e consequentemente monótona.

Filho de um simpatizante do comunismo na sérvia e de uma contorssionista brasileira,

o assassino em potêncial falha em todas as suas tentativas de assassinato. Viajando pelo mundo, depois de se envolver com os fatos que deram início `a primeira guerra mundial, ele se envolve em muitas aventuras atrapalhadas ao mesmo tempo que se envolve com personagens verídicos como a espiã e dançarina Mata Hari, em Paris, e o famoso mafioso Al Capone, em Chicago.

Apesar do evidente potencial a estória não consegue na verdade prender a atenção do leitor e para descobrir se ele matará ou não Getúlio Vargas (episódio do qual ,também, já se sabe o resultado), que seria seu primo por parte de mãe, você tem que pular vários parágrafos ou se forçar, como um bom e civilizado leitor, a chegar ao final do livro.

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